Exemplos de Cidadania 2.0 na Administração Pública

O iGov, um dos media partners do Cidadania 2.0, divulgou a semana passada a interessante iniciativa do Presidente do Município de Aljustrel: o atendimento online ao munícipe. Dois dias por semana, durante 1 hora, Nelson Brito estará disponível para conversar através do Portal do Munícipe. É uma forma simpática e significativa de, através da Internet, criar novos canais de comunicação com os cidadãos.

Muitas autarquias têm procurado na Internet canais adicionais, sendo o Twitter e o Facebook os preferenciais. Nota-se porém, que estes canais têm sido usados para replicar o fluxo unidirecional de informação.

Há honrosas excepções, claro. É o caso, por exemplo, da Junta de Freguesia de Carnide que, este ano, irá partilhar a sua experiência com os participantes do Cidadania 2.0.

Uma abordagem igualmente de louvar, é a do Governo do Estado do Texas que foi ao encontro dos cidadãos também num site já existente – o GetSatisfaction. De fácil utilização, o seu objectivo é ouvir comentários de “clientes” e dar-lhes resposta, mostrando a abertura da organização e servindo de resposta a outros que possam ter questões semelhantes.

Continuando a olhar para os Estados Unidos, podemos destacar o Challenge.gov um site do próprio Governo nacional onde se procura a participação e o diálogo conjunto de todos os elos da sociedade para a resolução de problemas.

Screenshot do Challenge.Gov

Challenge.Gov (em 22 Ago 2013)

Num tópico semelhante, e regressando a Portugal, podemos falar dos Orçamentos Participativos. Nem sempre apoiados pelas ferramentas e redes sociais, o que é certo é que provavelmente beneficiam do eco que estas produzem, amplificando a representatividade da votação e o impacto da iniciativa. É o caso do Orçamento Participativo de Lisboa, outro dos casos do Cidadania 2.0 de 2010 (veja um excerto).

Um outro exemplo interessante da utilização da web 2.0 pela administração pública a Consulta Pública que a Agência para a Modernização Administrativa está a fazer em relação ao Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital. O nível de participação parece baixo mas se ninguém começar, criando hábitos, nunca se conseguirão os níveis de participação possíveis.

Não podemos também deixar de referir a utilização mais abrangente das ferramentas sociais por vários governos regionais espanhóis. Em 2010, a Generalitat de Catalunya falou da sua experiência (veja um excerto). Este ano, teremos o caso do Governo Basco nomeadamente com o Governo Aberto – Irekia – e o Open Data.

Finalmente, fica também uma pequena chamada para a utilização das ferramentas sociais com o objectivo de melhorar o diálogo entre os funcionários públicos das várias instituições públicas, com o objectivo de melhorar o diálogo e o serviço prestado aos cidadãos. Um exemplo: o Governo do Estado de São Paulo que o ano passado também tivemos a felicidade de poder escutar durante o Cidadania 2.0 (veja um excerto).

Publicado por:

   Ana Neves
Sócia e Diretora Geral da Knowman, empresa de consultoria nas áreas de gestão de conhecimento, comunidades de prática, ferramentas sociais e participação cívica digital. É uma das organizadoras do evento Cidadania 2.0 e a pessoa responsável pela plataforma Cidadania 2.0.

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